domingo, 26 de setembro de 2010

MOTOS STREET ATÉ 300 CILINDRADAS

No começo era assim...


Quando comprei minha primeira moto, se você quisesse uma street poderia escolher entre: Honda CG 125, Honda ML 125, Honda Turuna 125 e Yamaha RX 125 com motor fumacento de dois tempos.
Hoje a gente não consegue nem saber quantas marcas, cilindradas e modelos nacionais e importados estão á disposição.
Mas podemos afirmar que a mais pequenininha delas tem entre 90 e 100cc e a mais parrudinha tem umas 300cc.
Vamos então apresentar  uma definição sucinta de moto street e em seguida estaremos apresentando alguns modelos sem a pretensão de esgotar o assunto.
Segundo o site carangos. net, Street são as motos que foram planejadas para o trânsito urbano, ou seja, dispõem de conforto e mobilidade para isso. São simples, sem acessórios demais e também sem proporcionar velocidades elevadas, porém leva um garupa tranquilamente. Normalmente os motores variam de 90 a 300 cilindradas.
Bons exemplos são:  Kasinski Comet 250 e a Yamaha YS 250 Fazer. E eu acrescentaria que mais de 90% das motos usadas para trabalho, (moto frete e moto taxi), pertencem a esta categoria.


HONDA CB 300R - 1/8.
Nesta série de motos  vamos começar com a mais  nova e "parrudinha". Esta Honda substituiu a a twister com apenas 2 cavalos a mais e pegou o visual emprestado da irmã maior a CB 600 hornet, e assim sendo poderia se passar por uma esportiva, não fosse a potência de apenas 26cv nas suas 300cc. Dentre as streets, ela é a que possui mais tecnologia embarcada. (injeção eletrônica e freio abs, ou quase). Vamos aos dados mais importantes: Motor: 291cc; 26,53cv; torque: 2.81 kgmf. Suspensão traseira: mono amortecido. Freios: dianteiro e disco e traseiro tambor. Alimentação: injeção eletrônica. Tanque: 18 litros. Preço sugerido: r$ 13.900,00(com abs)
Fala Nilson: Não é a marca de minha preferência, mas Honda é Honnda. Acho o preço alto para uma moto street. Mas Sendo Honda você terá a vantagem de uma assistência técnica bem ampla, haja vista a grande rede de concessionárias.


YAMAHA 125 FACTOR - 2/8.
Com 7200 unidades vendidas no mês de junho é o quinto modelo mais vendido do Brasil, portanto com uma ótima aceitação. De gentil presença tenho comntra ela apenas os fatos de ainda não ter injeção eletrônica, apesar de ter passado por reformulação recentemente. A Yamaha também está comendo poeira em não apresentar até agora nenhum modelo com flexibilidade de combustível. A Factor seria uma excelente oportunidade para isto. Tenho a impressão que flexibilidade de combustível e injeção eletrônica é um caminho sem volta.
Vamos aos dados principais: motor: 125cc, 11,2cv a 8000rpm. Tanque de combustível: 13 litros (uma boa tancagem). Freio dianteiro: a disco. Suspensão traseira: braço oscilante, 2 amortecedores. E acredite se quiser: tem versão sem freio a disco e partida elétrica.
Ops!!!!!! Ia me esquecendo do preço: Como já comentei a Yamaha não divulga preço sugerido no site, aí então a gente tem que ir para a tabela FIPE: Preço do modelo Factor é: r$ 6.240,00.

                                                                                         
YAMAHA FAZER 250 - 3/8.                                                                                        
Desta aqui possa falar com mais propriedade, pois a minha moto tem o mesmo motor que ela. Eu e muita gente apreciamos o design de formas harmoniosas, prova disto é o fato de ela ter ficado sem mudanças significativas no seu visual desde o seu lançamento   até 2009. Pra dizer a verdade a traseira ficou bonita. O freio traseiro a disco também merece ser ressaltado. Quanto ao painel prefiro o antigo, nada contra  inovações, mas o antigo era bem legal e funcional. A exemplo da Honda CB 300R, também ficou muito parecida com a irmã maior de modelo esportivo.
Mas o destaque em minha opinião é a autonomia com o tanque de 19 litros e economia, pois chega a fazer 30 km por litros tranquilamente. Isso quer dizer que se três "minerim" cada um com uma moto dessas sair Brasília, um indo pra "Berlândia" (500km), outro pra "Beraba" (uns 550km) e outro pra "Belzonte" (700km), só o último vai precisar parar para abastecer ali entre Paropeba e Sete lagoas.E se a gente mandar um goiano sair de Brasília para participar da feira internacional do pequi em Goiânia, também com uma moto dessa ele vai e volta sem precisar abastecer (uns 400km).Vamos aos dados mais importantes: Motor: 249cc, com 21cv e torque de 2,1 kgmf a 6500rpm. Alimentação: injeção eletrônica. tanque:19.2 litros. Suspensão traseira: mono amortecida. Painel: digital - velocímetro, hodômetro total e dois parciais (trip1 e trip2), mais hodômetro do combustível (f-trip), marcador do nível de combustível digital e relógio. Luzes espias e conta-giros análogo. Preço: O site da Yamaha não tem esta informa ção sobre o valor de seus produtos. Você precisa ir a uma concessionária  ou apelar pra tabela fipe, que cota este modelo a mais ou menos em r$ 9.600,00.
Fala Nilson.É pioneira entre as motos street com injeção eletrônica; tem um visual jovem e atraente, apesar de pessoalmente não ter gostado de algumas mudanças e do farol. (prefiro o redondo). Tem menos cilindrada, torque e potencia que a Honda CB300, mas a diferença de preço pode chegar a r$ 4.000,00. (Honda 300 CB  freios abs).




 
HONDA TITAN 150 E 125 FAN - 4/8.
A Honda é campeã e não é por acaso. Seus dois modelos street até 150 cc.  são responsáveis por aproximadamente 45 % do mercado (dados do mês de julho da ABRACICLO). Ela bem que tentou formar seguidores ao tirar há alguns anos o modelo 125cc de linha. Mas além de não ser seguida pelas outras montadoras, elas (as outras) aumentaram a produção deste seguimento, fazendo sua majestade a rainha das motocicletas no Brasil, voltar atrás, desta vez com a FAN 125, uma moto que tem um ancestral comum com a Titan 150. Este antepassado dos dois modelos  vem a ser a GC 125, primeira moto da marca montada por aqui nos idos de 1977. (tem matéria sobre ela na sessão saudades. dê uma passada por lá.).
Em ralação a Titan 150, como se sabe foi a pioneira a usar o sistema flexível de combustível nos tempos modernos. A Honda chegou a fazer uma tentativa rudimentar no inicio dos anos 80 com um CG 125.
Vamos aos dados da Fan 125: Motor 124,7cc e 11,6cv. tanque de 15,1 litros.Alimentação: carburador. Partida elétrica ou pedal.(Vê se pode uma coisa dessa? partida elétrica opcional nos dias de hoje, e você pagando uma grana preta por isso!!). Preço com partida elétrica: r$ 5.690,00. Preço sem partida elétrica: r$ 5.140,00. Cores: azul, vermelha e preta.
Agora  a Titan 150: Motor: 149,2cc e 14.2cv. Tanque: 16.1 litros. Alimentação: Injeção eletrônica. Cores: vermelho, prata e cinza. Preço de r$ 6.190,00 a r$ 7.265,00. Depende se com freio a disco ou não se com flexibilidade de combustível ou não.
Sem sombra de dúvidas são as motos mais vendidas no Brasil e vão continuar assim por um bom tempo.
Nosso comentário: Uma vantagem chama outra vantagem: pelo fato de serem as mais vendidas tem assistência técnica em quase todo lugar. (ou seria o contrario?) rsrsr. E possuem ainda uma política agressiva de venda.



DAFRA APACHE 150 RTR - 5/8.
A Dafra tem se mostrado a montadora rainha das parcerias e assim sendo a Apache 150 é fruto da parceria com a indiana TVS. É uma moto que está sendo muito bem aceita pelo mercado Brasileiro. Em julho de 2010 vendeu 1125 unidades.
O destaque é a carenagem dianteira com todos os elementos da frente da moto embutidos tais como farol, piscas, painel digital hodômetros total e dois parciais, luzes espias, marcador de combustível, relógio, conta-giros e cobrindo tudo isto um pequeno pára-brisa.
Quem testou elogiou a suspensão traseira á óleo/gás, mas reclamou da dianteira com curso curto, tocando facilmente no batente e carecendo de calibragem tendo em vista o peso excessivo.
Nosso comentário: Nós aqui do R2 motos gostamos da Apache. Consideraríamos bastante a oportunidade de possuí La. Pois é uma moto que se destaca na multidão da categoria. Temos contra ela a falta (ainda) da injeção eletrônica. Destacamos também consumo e autonomia. Vamos aos dados: Motor: 147,5 cilindradas, 14 cv a 8.000 RPM. Alimentado por carburador. Partida elétrica e pedal. Suspensão traseira bi choque a gás com 5 estágios. Freios: dianteiro a disco a traseiro a tambor em roda de liga leve. Tanque 16 litros. Com autonomia aproximada de 480 km. Preço sugerido: r$ 6.290,00. Cores: vermelho, preto, cinza e amarelo.

SUZUKI 125 EN YES - 6/8.
Esta é uma motinha das curvas bonitinhas e aparência moderna lançada por aqui nos idos de 2004. A marca como se sabe é nipônica, mas a pequena street dizem que tem DNA chinês. Meu amigo comprou uma e não ficou satisfeito com o desempenho. Particularmente observei o bagageiro com aparência muito frágil. Não sei se nos dias atuais já foi feita a devida correção. A Suzukinha é o 10º modelo mais vendido no ano de 2010, segundo a FENABRAVE, com 19875, unidades até setembro, um número excelente, sinal de que está sendo utilizada profissionalmente pelos motos taxistas e motofretistas.
 Nosso comentário: Vamos ver os dados: Motor de 125 cc com 13 cv a 8500 RPM. Roda de liga leve com freio a disco na dianteira. Alimentação por carburador. Tanque de combustível com 14 litros. Suspensão traseira: bi amortecida com cinco regulagens..Tem um diferencial importante que não sei para que serve: o indicador de marchas no painel. Não tem injeção eletrônica ainda, mas vem com partida elétrica.  Também não sei se o preço é adequado quando temos tantos concorrentes. Cores: prata, vermelha azul e preta. Preço: r$ 6.250,00

                                                                                           KASINSKI 250 GT -7/8.
kasinski 250 GT Bete a Feia
Quando a gente acessa o ícone 250 GT no site da Kasisnki a primeira informação que aparece com destaque é: A mais potente da categoria. E realmente isto é verdade. Agora quanto aos aspectos estéticos pelo menos pra mim fica devendo. Ela é uma naked (pelada) desprovida também de beleza. Acho por exemplo o conjunto roda dianteira pequena com para lama envolvente de gosto duvidoso. Mas ela tem evoluído. Deram uma melhorada boa na traseira, tem painel digital e injeção eletrônica.
Uma coisa muito legal que aconteceu foi o reposicionamento do preço, depois que o “seu Abraão” vendeu a marca para a CR Zongshen, pois ela passou de r$ 14,300,00 em maio de 2005, para algo em torno de r$ 11.700,00. nos dias atuais.
Vamos ver os dados da Bete (a feia) lembrando que beleza não é tudo na vida: motor: 4 tempos, 2 cilindros em V, 249 cilindradas 32,1 cv a 10.000 RPM.. Freio a disco na frente e atrás. Alimentação por injeção eletrônica. Suspensão traseira: mono amortecido. Tanque de combustível: 17 litros. Cor preta e vermelha.
Nosso comentário: O que falamos sobre beleza, (ou a falta dela) na Comet 250, está longe de ser determinante para a aquisição de uma moto. Não sei qual posição ela ocupa no ranking de venda nacional, mas com é um produto diferenciado, quase que exclusivo. O diferencial na minha avaliação está na potência e na arquitetura do motor, na injeção eletrônica, no painel digital isto tudo combinado com o preço! Por tudo que falei não é uma moto indicada para o trabalho do dia a dia, mas sim como meio de transporte e passei


DAFRA SUPER 100 8/8.
Escolhemos esta para simbolizar todos os modelos street de até 115 cc. Ela é a vigésima quinta moto mais vendida do Brasil com uma média de 400 unidades vendidas por mês, segunda a FENABRAVE. Não consegui material sobre esta pequena street, mas ele tem um visual retro lembrando muito a minha CG 125  ano1982, notadamente em relação ao para lama dianteiro, lanterna traseira e alavanca de câmbio. Com certeza prima pela economia de combustível.
Vamos aos dados: Motor de 97,2cc e 6,2 CV a 7.500 RPM. Partida: elétrica e pedal como convém a todas as motos de origem chinesa. Particularmente não veja lá grande praticidade neste sistema. Se assim fosse os carros ainda hoje deveria ter além do motor de partida de ser equipado com uma manivela para o caso do sistema elétrico falhar. Suspensão traseira: bi amortecida. Freio a tambor na frente e na traseira. Tanque de combustível: 10 litros. Cores cinza, preta e vermelha. Preço: r$ 3.190,00.
Nosso comentário: O preço se dúvida e competitivo, mas deixa a desejar no quesito segurança, pois só vem com freio dianteiro a tambor. Ultrapassado no meu ponto de vista. Ressente também da (ainda) da falta de injeção eletrônica..

Como já dissemos em outra oportunidade, não temos aqui intenção de esgotar o assunto, mas apenas dar uma visão geral sobre o assunto. Se for comprar uma Street agora você já sabe que existem estas e outras tantas como chuchu no cerrado e pequi em Goiás. Vamos apenas citar mais algumas: A Garinni tem Três modelos. A Traxx tem mais dois modelos; a Shineray possui mais cinco modelos e a Dayun mais dois. Ainda tem outras, mas por enquanto tá bom né? !!!!

5 comentários:

  1. Olá Nilson! Muito legal seu blog! Até tô pensando em voltar à ativa, nunca mais andei de moto... já sou seguidora viu! Besitos, Deus abençoe!

    Tati.

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  2. DAFRA MUITO LINDA GOSTEI MUITO DESSA MOTO
    UM ESPETACULO VOU COMPRA UMA...........

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  3. GOSTEI MUITO DE TODAS AS CARACTERISTICAS CITADAS NAS PAGINAS....E TENHO VONTADE DE POSSUIR UMA FACTOR ED NA COR ROXA .........

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  4. estou querndo comprar uma moto entre 250 e 300 cc. qual vc indicaria?

    teneré ou xre300?

    o que me diz da kazinski MIRAGE 250?
    em questào de uso e revenda.

    obrigado

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  5. Bom dia Anônimo que está querendo comprar moto entre 250 e 300cc. Obrigado por ter participado. Aqui a gente procura apresentar as principais características de cada marca ou modelo e deixar que o cidadão faça escolha, baseado no preço, consumo,destinação de uso, estilo, qualidade, atenção da marca aos anseios do cliente,rede de concessionários e outros atributos.
    Quanto ao quesito desvalorização, tem uma publicação interessante de dezembro/10, dando o ranking de depreciação das principais motos comercializadas no Brasil. A Honda CG Titan Mix é a menos desvalorizada com queda anual de 14,9%. A Kasinski Mirage que você questionou está num estagio intermediário com 30,2% de depreciação e uma extinta Dafra 250 segura a lanterna com 42%, segundo o site autoinforme/molicar.
    Nós temos esta materia no nosso blog, basta você acessar o link:http://r2motos.blogspot.com/2010/12/depreciacao-pode-ser-um-problema.html

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